2012/01/11

Homem, Assim não dá!!


Se há coisa que me desarma completamente é o sentido de humor das pessoas...
Depois de tentar, sim tentar, pregar-lhe um sermão por não estar a cumprir correctamente as tarefas, por andar sempre de cabeça no ar, de estar sempre no mundo da lua, de quanto mais eu falar mais ele me olhar fixamente de olhos esbugalhados, depois de tudo isto, e mais alguma coisa, diz-me ele:
- Vês como aprendi bem?
- Como assim? - disse-lhe eu - Andamos nesta treta há séculos, nunca mais aprendes a fazer as coisas correctamente!!
- Ora aí está... o objectivo da minha aprendizagem é diferente do da tua... tu queres que eu saiba fazer essas coisas... eu quero é ver-te assim... irritada comigo... ficas linda!

(Ai se tu não fosses tão catraio...)

2012/01/10

Eu Olho-As Com Um Sorriso Nos Lábios...


Sabem aquelas pessoas que aproveitam a deixa de tudo o que dizemos para poderem falar delas?
Pois...
É mais ou menos uma coisa deste género:

Alguém diz - ai, a mim hoje doem-me as costas... e essas pessoas começam logo a desbobinar as lamurias delas, que elas é que têm mil e uma doenças, que sofrem desalmadamente e coisa e tal, sem sequer perguntarem ao outro, por exemplo, o porquê de lhes doerem as costas...

Alguém diz - sabes, eu hoje fui às compras e comprei um vestido... e essas pessoas começam logo a dizer que elas é que ficam bem de vestido, que todos lhes gostam de ver vestidos e blá, blá, blá, pipipi, tititi, pópópó...

Pois, elas existem por todo lado...

Um destes dias estava eu a ouvir atentamente um colega que lhe apetecia desabafar... apetecia-lhe que o ouvissem, também é uma forma de libertação das vicissitudes da vida, quando nos aparece um espécime destes... coitado não conseguiu abrir mais a boca... lá tive eu de o ir arrastando disfarçadamente (o que nem me custou muito, não sei se da força com que o arrastei, se da vontade que ele tinha de  por mim ser arrastado...) para outro lado e a caturra lá ficou a auto-elogiar-se, lamuriar-se e sei lá mais o quê... nem se apercebeu de que ficou sozinha...

Enfim...
Parece-me que ouvirem os outros de vez em quando (não se lhes podem pedir mudanças radicais de comportamento...) não seria mau, nem lhes faria mal...
Mas isto sou eu que... de vez em quando tenho crises de pretensa lucidez...


2012/01/08

Post-it (Dissimulação)!




2012/01/01

Êxtase de Final de Ano!

São cerca das 22 horas, ela volta a olhar para a maleta e mentalmente revê tudo o que emalou. Não se quer esquecer de nada, não sabe para onde irá, sabe lá se existem lojas perto do local onde ele prometeu que a levaria e faria feliz.
Enquanto olha a maleta sorri, que loucura, nunca fez uma coisa destas, aceitar assim sem mais o convite de um desconhecido.
Relembra, ainda sorrindo, o convite dele - “ se eu te convidar para vires comigo sem saberes para onde, sem saberes para quê, vens?”.
Lembra-se, perfeitamente, de que nem hesitou, que rapidamente lhe respondeu que sim, que iria. Daí até as coisas se concretizarem foi um ápice, nem teve mais tempo de pensar sobre isso. Agora, olhando a maleta, hesita… talvez seja uma loucura, será?
Entretanto alguém toca à campainha. Contrariamente ao seu habitual abre a porta sem primeiro espreitar para ver quem será, tem a certeza de que é ele.
Olham-se nos olhos, ela disfarça, timidamente, o olhar e diz – “vamos?” ao que ele responde – “sim, eu levo-te a mala”.
Descem as escadas, não lhe apetece ir no elevador com ele, não lhe apetece essa intimidade para já.

...
Depois de uma breve viagem no carro dele até ao aeroporto, consegue perceber que irão para um qualquer destino com mar e volta a questionar-se, ainda que por breves momentos, como foi capaz de aceitar aquele convite para virar o ano com ele. Não interessa, agora já está – pensa ela.
...
Quando chegam ao hotel encanta-se com tudo, com a suite, com a vista sobre o mar, com ele...
...
Ela pensa, enquanto olha o mar, já se passaram 2 dias e 3 noites, nunca se sentiu tão bem, tão feliz, ele é encantador, doce, carinhoso, atencioso, tudo o que ela imaginou. O prazer físico e mental que sentiu é que superou todas as suas expectativas. Nunca pensou ser capaz de viver, de sentir o seu corpo com tanta facilidade.
Sente o seu corpo ser enlaçado pelos braços dele e o seu beijo suave sobre o pescoço – “ficava assim eternamente” – diz-lhe ela.
“Queres eternizar estes momentos?” – questiona ele.
“Sim quero, muito e tu, queres?” – pergunta-lhe ela enquanto roda o seu corpo dentro do seu abraço empurrando-o ligeiramente contra as grades da varanda.
“Também, muito, estás preparada para isso?” – diz-lhe ele enquanto a olha profundamente nos olhos.
Ela não responde, não precisa, em vez das palavras passa aos actos… desembaraça-se do seu abraço, dá-lhe um empurrão com toda a força que pode apanhando-o desprevenido, atirando-se ao mesmo tempo sobre o seu corpo e voam juntos em direcção ao mar.
Ainda lhe consegue ouvir um – “Porquê?!” surpreendido enquanto descem vertiginosamente, abraçados, os cerca de 20 andares até ao mar...
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