2011/10/30

Promessas nunca pedidas, esperadas ou desejadas...


Não me digas que me vais fazer feliz
Não me prometas o que não te pedi
Não quero que sejas igual aos outros
Não será assim que me farás gostar de ti
Por achar que não me farias promessas vãs
Confidenciei-te os meus segredos
Não esperava nada mais de ti
Além de que percebesses os meus medos
Sem que eu to pedisse
Disseste o que me farias um dia
Eu disse-te que não acreditava
E tu disseste que eu não sabia o que dizia
Prometeste e insististe
Numa promessa vazia
Fico triste de saber
Que eu sabia o que dizia
A tristeza que em mim reside
Não é por mim que a sinto
É por saber-te igual àqueles de quem me afasto
Pois nestas coisas eu não minto…

2011/10/26

Post-it (Medições)!



2011/10/24

Dizem-me que sou doida por gostar de ti…

Por gostar do modo como me despenteias o cabelo,
Da tua indelicadeza cuidada em desfazer-me a trança,
Do teu descaramento em emaranhar-me os cabelos acariciando-me com eles!

Por gostar do modo como me tocas suavemente fazendo-me fechar os olhos,
Ou até mesmo quando me tocas com mais força abanando meu corpo frágil!

Por gostar do modo atrevido como me levantas a saia,
Da tua carícia atrevida nas minhas pernas!
Por gostar do modo como me desapertas o casaco,
Fazendo-o cair-me dos ombros provocando-me arrepios! 

Dizem que sou doida por gostar de ti,
Mas eu apenas te peço…
Não exageres…
Eu gosto de ti assim, quando vens com calma…
Quando te entusiasmas e exageras na força já não te aprecio tanto…
Sabes porquê?
Porque não gosto de ser abraçada, cingida, enlaçada, cercada à bruta!
Quando trazes companhia, a chuva, a trovoada, já não te aprecio tanto…
Sabes porquê?
Porque não gosto de concorrência desleal…

Se te portares bem…
Eu gosto de ti, vento!


2011/10/19

Hoje tropecei em ti e estragaste-me o dia!


Foi bem cedo,
Mal te vi percebi logo que o dia me iria correr menos bem…
Senti de tal modo o teu cheiro que ainda agora horas depois o sinto entranhado em mim!
Como eu adorava o teu cheiro!
Sim, como o adorava porque depois desta manhã não sei se o conseguirei voltar a suportar…
Tropecei em ti e mal isso aconteceu caíste-me aos pés!
O sentimento de prazer que sempre tive ao admirar-te as formas deram lugar a um sentimento de raiva por te ver perdê-las à minha frente!
O deleite, o gozo que me provocava o teu cheiro deu lugar à náusea que me provocaste ao espalhares-te a meus pés…
Como pudeste fazer-me isso?!
Como pudeste quebrar-te à minha frente?!
Porcaria de frasco de perfume que se quebrou a meus pés…
Até tu não me resistes…