2015/09/14

A Marioneta!

Era uma vez uma marioneta!
Aparentemente era uma marioneta como tantas outras, contudo não o era...
Era daquelas marionetas que de vez em quando controlava ela as mãos que os seus fios manipulavam.
Deixava-as pensar que sim, que eram sempre essas mãos que a ela manipulavam, mas mal elas sabiam que sempre que lhe apetecia o contrário disso acontecia!
Se bem que as mãos estavam em vantagem nesta batalha em que apenas ela batalhava... É que nos últimos tempos a inércia tinha tomado conta da marioneta...
Não lhe apetecia batalhar, sentia-se amorfa, apática, tudo por que sempre lhe apeteceu batalhar começava a lhe ser indiferente...
A falta de interesse, das mãos que a manipulavam, em lhe reconhecer o baloiçar inigualável, o seu singular movimento deixava-a sem alento, sem estímulo para continuar a baloiçar!
Apetece-lhe tanto cortar os cordéis que os ligam, cortar os fios entre eles e esconder-se dentro daquela caixa que leva as marionetas para outro cenário...
Se a sua música deixar de tocar a marioneta deixará de dançar!
Ainda não o fez porque as mãos que a manipulam não são as mãos que a deveriam manipular... são os fios de outras marionetas que cobiçosas a sua dança querem arruinar!