2014/05/12

Era uma vez um pontinho…


Um pontinho pequenino, bem pequenino… mas esse pontinho tinha um grave defeito, era um pontinho que por mais que se escondesse todos o viam porque ele brilhava!
O pontinho bem que tentava não o fazer, cobria-se de incertezas, inseguranças, timidez, medos e outros que tais, mas o brilho era tão natural em si que nada disto o tapava.
Assim passava o tempo e quanto mais o pontinho tentava passar despercebido mais o seu brilho a uns ofuscava e a outros atraia!
O pontinho mudava-se de lugar, fazia longas caminhadas para lugares nunca vistos, pontos que não conhecia, mas o seu brilho intenso deixava rastos que uns com gosto seguiam e outros com ciúme também o faziam.
Um dia o pontinho pensou – “se brilhar é meu destino não o posso deixar de fazer, das duas três… ou rendo-me à minha condição e brilho, ou deixo de ser um ponto e passo a ser uma vírgula…”.