Ela segue em passo apressado (como é seu hábito) pelo corredor estreito, em sentido contrário vem ele. Ao cruzarem-se ele empurra-a ligeiramente, quase sem a tocar, contra a parede e sussurra-lhe ao ouvido em tom rouco:
Ele – Gosto de ti como quem gosta do sábado…
Ela (sorrindo) – Grande coisa… se é assim que gostas de mim, não gostas nada…
Ele (em tom surpreendido) – Porquê?!
Ela (esquiva-se e enquanto segue caminho) – Porque ninguém gosta do sábado… é dia de limpezas…
Ainda o ouve responder – “fogo mulher… tiras o tesão a qualquer um…”