2012/01/01

Êxtase de Final de Ano!

São cerca das 22 horas, ela volta a olhar para a maleta e mentalmente revê tudo o que emalou. Não se quer esquecer de nada, não sabe para onde irá, sabe lá se existem lojas perto do local onde ele prometeu que a levaria e faria feliz.
Enquanto olha a maleta sorri, que loucura, nunca fez uma coisa destas, aceitar assim sem mais o convite de um desconhecido.
Relembra, ainda sorrindo, o convite dele - “ se eu te convidar para vires comigo sem saberes para onde, sem saberes para quê, vens?”.
Lembra-se, perfeitamente, de que nem hesitou, que rapidamente lhe respondeu que sim, que iria. Daí até as coisas se concretizarem foi um ápice, nem teve mais tempo de pensar sobre isso. Agora, olhando a maleta, hesita… talvez seja uma loucura, será?
Entretanto alguém toca à campainha. Contrariamente ao seu habitual abre a porta sem primeiro espreitar para ver quem será, tem a certeza de que é ele.
Olham-se nos olhos, ela disfarça, timidamente, o olhar e diz – “vamos?” ao que ele responde – “sim, eu levo-te a mala”.
Descem as escadas, não lhe apetece ir no elevador com ele, não lhe apetece essa intimidade para já.

...
Depois de uma breve viagem no carro dele até ao aeroporto, consegue perceber que irão para um qualquer destino com mar e volta a questionar-se, ainda que por breves momentos, como foi capaz de aceitar aquele convite para virar o ano com ele. Não interessa, agora já está – pensa ela.
...
Quando chegam ao hotel encanta-se com tudo, com a suite, com a vista sobre o mar, com ele...
...
Ela pensa, enquanto olha o mar, já se passaram 2 dias e 3 noites, nunca se sentiu tão bem, tão feliz, ele é encantador, doce, carinhoso, atencioso, tudo o que ela imaginou. O prazer físico e mental que sentiu é que superou todas as suas expectativas. Nunca pensou ser capaz de viver, de sentir o seu corpo com tanta facilidade.
Sente o seu corpo ser enlaçado pelos braços dele e o seu beijo suave sobre o pescoço – “ficava assim eternamente” – diz-lhe ela.
“Queres eternizar estes momentos?” – questiona ele.
“Sim quero, muito e tu, queres?” – pergunta-lhe ela enquanto roda o seu corpo dentro do seu abraço empurrando-o ligeiramente contra as grades da varanda.
“Também, muito, estás preparada para isso?” – diz-lhe ele enquanto a olha profundamente nos olhos.
Ela não responde, não precisa, em vez das palavras passa aos actos… desembaraça-se do seu abraço, dá-lhe um empurrão com toda a força que pode apanhando-o desprevenido, atirando-se ao mesmo tempo sobre o seu corpo e voam juntos em direcção ao mar.
Ainda lhe consegue ouvir um – “Porquê?!” surpreendido enquanto descem vertiginosamente, abraçados, os cerca de 20 andares até ao mar...
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