2012/01/27

Hoje apetece(u)-me namorar!

Dar as mãos e ficar de sorriso nos lábios, brilho nos olhos, contemplação mútua sem pensar…
Trocar abraços, beijos e amassos…
Conversar, falar, deixar a palavra solta com o seu som nos encantar…
Contar-te os meus medos, permitir teu amparo, revelar-te meus segredos…
Ouvir teus segredos, dar-te meu amparo, dissipar-te os medos…
Planear o futuro, viver o dia-a-dia, esquecer isso tudo…
Viver o simplismo, receber flores, fazer coisas pirosas no pretexto do romantismo…
Sentirmos paixão, ardor, carinho, amor, emoção…
 
Hoje apetece(u)-me namorar, mas depois pensei…

“É sexta-feira…
Estou apenas a delirar…
Ou será a rimar?
É que ainda me falta o “Ele” encontrar…
E será que quero?
Poderei eu tal delírio almejar?
Ai que confusão…
Olha Green Eyes cá para mim estás é a sonhar…
Ou será a alucinar?
Ou será da música que está a tocar?
Nada disso criatura…
Estás é a disparatar…
Assim do género, com as palavras brincar… ”


2012/01/23

Lá porque o tens grande e vistoso…

Não quer dizer que o saibas manobrar!
Sim, é perfeitamente visível a sua sumptuosidade, aliás tu fazes questão de o exibir mesmo que ninguém nisso esteja interessado!
É grande, é vistoso, mas nem sempre isso é sinónimo de agradável à vista!
De qualquer modo é-me igual, não fosse o caso de o quereres enfiar em sítios onde ele não cabe e eu nem lhe ligaria apesar de toda essa pomposidade!
A tua insistência em enfiá-lo na minha frente, mesmo sendo um espaço estreitíssimo, com tendência a encurtar sempre que te vejo a querer lá o enfiar, é deveras irritante... 
Ficas a saber que se me tocas ao de leve, quer seja na frente, quer seja na traseira, com o teu nem sei o que te faço... 
Não vês que elas são novas? Quase incólumes?
Pois é… antes de lhe pores as mãos e vires logo exibi-lo deverias ter aprendido a manobrá-lo… é que um bólide desse calibre não é para um qualquer condutor...

2012/01/16

Toca-me!

Toca-me! 
Deixa-te ficar a meu lado!
Mistura teu corpo no meu,
Deixa-te ser o meu fado!

Toca-me com teu sussurro,
Deixa a minha pele arrepiada,
Toca-me ao de leve,
Faz-me sentir tateada!

Deixa teu olhar percorrer-me,
Meu corpo receber o teu em delírio!
Toca-me sem me tocares
Sente meu corpo em desvario!

Toca-me com teu corpo,
Sente o meu devagar,
Toca-me e diz-me baixinho
Não quero nem posso parar!

Encosta tua pele à minha
Sente a minha provocação!
Deixa-me sentir-te vibrar,
Extravasar tua emoção!

Deixa-me, vai

Chegou a hora de decidir,
Esquece o meu pedido,
Só a tua vontade deves seguir...
Sem Sentido 
Green Eyes



texto inspirado em trabalhos de Alfred Gockel
As Tuas Mãos!
Os Teus Lábios!
Os Teus Olhos!

2012/01/12

Tás a ver Green Eyes?! É para isso que servem os espelhos…


São 07h30 da manhã, Green Eyes está já acordada faz tempo… mais 5 minutos e levanta-se.
Depois da rotina matinal Green Eyes abre o armário e escolhe umas peças de roupa para vestir, tem o hábito de o fazer só de manhã e na última da hora, não por desleixe, até é bem cuidada nesse aspecto, é conforme o seu estado de espirito.
Já pronta para sair pega na chave do carro e desce as escadas do prédio (não gosta de elevadores, não que tenha tido alguma má experiencia, muito pelo contrário…) e ao passar no hall de entrada do prédio, nem sabe bem porquê, olha de relance para o espelho que forra a parede lateral (alguns de vocês que já me leem há algum tempo sabem que Green Eyes não aprecia espelhos…) e pensa com os seus botões – “ia jurar que hoje tinha vestido uma saia… que raio de calças vesti eu?!”. Olha com mais atenção para o espelho e… “credo! Esqueci-me de vestir a saia… estou só de collants…”. Corre, mas corre mesmo, escadas acima antes que algum dos vizinhos a veja nestes preparos - de camisola, chapéu, collants e botas de salto e cano alto… e nem estava com pressa, afinal nos últimos tempos tem sido um descanso passar a ponte, quase nem há trânsito...
Raios do alemão que não a larga...

2012/01/11

Homem, Assim não dá!!


Se há coisa que me desarma completamente é o sentido de humor das pessoas...
Depois de tentar, sim tentar, pregar-lhe um sermão por não estar a cumprir correctamente as tarefas, por andar sempre de cabeça no ar, de estar sempre no mundo da lua, de quanto mais eu falar mais ele me olhar fixamente de olhos esbugalhados, depois de tudo isto, e mais alguma coisa, diz-me ele:
- Vês como aprendi bem?
- Como assim? - disse-lhe eu - Andamos nesta treta há séculos, nunca mais aprendes a fazer as coisas correctamente!!
- Ora aí está... o objectivo da minha aprendizagem é diferente do da tua... tu queres que eu saiba fazer essas coisas... eu quero é ver-te assim... irritada comigo... ficas linda!

(Ai se tu não fosses tão catraio...)

2012/01/10

Eu Olho-As Com Um Sorriso Nos Lábios...


Sabem aquelas pessoas que aproveitam a deixa de tudo o que dizemos para poderem falar delas?
Pois...
É mais ou menos uma coisa deste género:

Alguém diz - ai, a mim hoje doem-me as costas... e essas pessoas começam logo a desbobinar as lamurias delas, que elas é que têm mil e uma doenças, que sofrem desalmadamente e coisa e tal, sem sequer perguntarem ao outro, por exemplo, o porquê de lhes doerem as costas...

Alguém diz - sabes, eu hoje fui às compras e comprei um vestido... e essas pessoas começam logo a dizer que elas é que ficam bem de vestido, que todos lhes gostam de ver vestidos e blá, blá, blá, pipipi, tititi, pópópó...

Pois, elas existem por todo lado...

Um destes dias estava eu a ouvir atentamente um colega que lhe apetecia desabafar... apetecia-lhe que o ouvissem, também é uma forma de libertação das vicissitudes da vida, quando nos aparece um espécime destes... coitado não conseguiu abrir mais a boca... lá tive eu de o ir arrastando disfarçadamente (o que nem me custou muito, não sei se da força com que o arrastei, se da vontade que ele tinha de  por mim ser arrastado...) para outro lado e a caturra lá ficou a auto-elogiar-se, lamuriar-se e sei lá mais o quê... nem se apercebeu de que ficou sozinha...

Enfim...
Parece-me que ouvirem os outros de vez em quando (não se lhes podem pedir mudanças radicais de comportamento...) não seria mau, nem lhes faria mal...
Mas isto sou eu que... de vez em quando tenho crises de pretensa lucidez...


2012/01/08

Post-it (Dissimulação)!




2012/01/01

Êxtase de Final de Ano!

São cerca das 22 horas, ela volta a olhar para a maleta e mentalmente revê tudo o que emalou. Não se quer esquecer de nada, não sabe para onde irá, sabe lá se existem lojas perto do local onde ele prometeu que a levaria e faria feliz.
Enquanto olha a maleta sorri, que loucura, nunca fez uma coisa destas, aceitar assim sem mais o convite de um desconhecido.
Relembra, ainda sorrindo, o convite dele - “ se eu te convidar para vires comigo sem saberes para onde, sem saberes para quê, vens?”.
Lembra-se, perfeitamente, de que nem hesitou, que rapidamente lhe respondeu que sim, que iria. Daí até as coisas se concretizarem foi um ápice, nem teve mais tempo de pensar sobre isso. Agora, olhando a maleta, hesita… talvez seja uma loucura, será?
Entretanto alguém toca à campainha. Contrariamente ao seu habitual abre a porta sem primeiro espreitar para ver quem será, tem a certeza de que é ele.
Olham-se nos olhos, ela disfarça, timidamente, o olhar e diz – “vamos?” ao que ele responde – “sim, eu levo-te a mala”.
Descem as escadas, não lhe apetece ir no elevador com ele, não lhe apetece essa intimidade para já.

...
Depois de uma breve viagem no carro dele até ao aeroporto, consegue perceber que irão para um qualquer destino com mar e volta a questionar-se, ainda que por breves momentos, como foi capaz de aceitar aquele convite para virar o ano com ele. Não interessa, agora já está – pensa ela.
...
Quando chegam ao hotel encanta-se com tudo, com a suite, com a vista sobre o mar, com ele...
...
Ela pensa, enquanto olha o mar, já se passaram 2 dias e 3 noites, nunca se sentiu tão bem, tão feliz, ele é encantador, doce, carinhoso, atencioso, tudo o que ela imaginou. O prazer físico e mental que sentiu é que superou todas as suas expectativas. Nunca pensou ser capaz de viver, de sentir o seu corpo com tanta facilidade.
Sente o seu corpo ser enlaçado pelos braços dele e o seu beijo suave sobre o pescoço – “ficava assim eternamente” – diz-lhe ela.
“Queres eternizar estes momentos?” – questiona ele.
“Sim quero, muito e tu, queres?” – pergunta-lhe ela enquanto roda o seu corpo dentro do seu abraço empurrando-o ligeiramente contra as grades da varanda.
“Também, muito, estás preparada para isso?” – diz-lhe ele enquanto a olha profundamente nos olhos.
Ela não responde, não precisa, em vez das palavras passa aos actos… desembaraça-se do seu abraço, dá-lhe um empurrão com toda a força que pode apanhando-o desprevenido, atirando-se ao mesmo tempo sobre o seu corpo e voam juntos em direcção ao mar.
Ainda lhe consegue ouvir um – “Porquê?!” surpreendido enquanto descem vertiginosamente, abraçados, os cerca de 20 andares até ao mar...
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