2011/11/21

Hoje apeteceu-me beijar-te!

Assim, sem mais nem menos,
Sem razão aparente,
Mas com desejo premente…
A ti que me fitavas demoradamente,
A ti que não conhecia,
Que nunca antes tinha visto!
Não te achei bonito,
Mas tinhas um “je ne sais quoi” que me fez responder-te ao olhar!
Ai… o teu olhar…
Que olhar!
A tua boca,
Que me provocou descaradamente,
Que boca!
Os teus lábios que se moviam lentamente, tentadoramente!
Que lábios!
Apeteceu-me destruir a curta distância que nos separava,
Tão curta, mas que na urgência do meu desejo se tornava tão longa, distante...

Ignorar a multidão que nos rodeava,
Responder à tua sedução,
Esquecer a inoportunidade do momento,
Ceder à tua tentação!
Apeteceu-me beijar-te!
Só isso…
Tocar os meus lábios nos teus demoradamente…
Deixá-los entreabrirem-se sentindo os teus…
Beijar-te como se beija no cinema,
Sem pressa,
Com sofreguidão,
Sem sentimento,
Com paixão…
Apenas beijar-te…
Só isso…
Mas tu tinhas de arruinar o momento…
Porque me disseste “Olá”?
Porque me quiseste conhecer?
Eu só queria beijar-te e aproveitar um Apetite que nunca antes senti!

Porto, 2011/11/18