2011/10/24

Dizem-me que sou doida por gostar de ti…

Por gostar do modo como me despenteias o cabelo,
Da tua indelicadeza cuidada em desfazer-me a trança,
Do teu descaramento em emaranhar-me os cabelos acariciando-me com eles!

Por gostar do modo como me tocas suavemente fazendo-me fechar os olhos,
Ou até mesmo quando me tocas com mais força abanando meu corpo frágil!

Por gostar do modo atrevido como me levantas a saia,
Da tua carícia atrevida nas minhas pernas!
Por gostar do modo como me desapertas o casaco,
Fazendo-o cair-me dos ombros provocando-me arrepios! 

Dizem que sou doida por gostar de ti,
Mas eu apenas te peço…
Não exageres…
Eu gosto de ti assim, quando vens com calma…
Quando te entusiasmas e exageras na força já não te aprecio tanto…
Sabes porquê?
Porque não gosto de ser abraçada, cingida, enlaçada, cercada à bruta!
Quando trazes companhia, a chuva, a trovoada, já não te aprecio tanto…
Sabes porquê?
Porque não gosto de concorrência desleal…

Se te portares bem…
Eu gosto de ti, vento!