2010/03/24

Ó Zé, Eu Não Tenho Culpa!!


É importante (a meu ver) referir que eram 4h e tal da manhã, que a minha cabeça estava completamente desprovida de qualquer vontade de usar a faculdade, que ainda possuo, de raciocinar! 
Não, ainda não estava a dormir… 
Estava naquela fase entre a vigília e o sono, o chamado sono leve!
Toca o telemóvel e eu, instintivamente, envio o braço, assim do género atirar pelo ar quase como se ele não estivesse ligado ao resto do corpo, na direcção do som,  pego nele  (no telemóvel, óbvio) e olho para o visor para ver de quem era a chamada!
No visor estava (eu juro que li) “meu cunhado”…
Dei um salto e sentei-me na cama ao mesmo tempo que atendia:

Green Eyes – Sim?

Voz masculina – Tou? Onde tás pá?
(juro que na altura me pareceu a voz do meu cunhado...)

Green Eyes – Na cama, que se passa?

Voz masculina – Quem é que fala? É a mulher do Zé?

Green Eyes – Eu…

Voz masculina – Olhe, eu não consigo ouvi-la, diga ao Zé que estamos no café à espera, ou ele vem ou nós vamos embora sem ele. Distrai-se com a mulher e um homem é que se…

E desligou…

Pronto, lá tive eu de pedir à Green Eyes inteligente (sim também cá há uma dessas) para “trabalhar” aquilo tudo.
Ela lá se espevitou e então foi assim:

  • Não estava escrito no visor – “meu cunhado”, aliás o nº do cunhado está com o nome dele, o que estava lá era “número privado”… (as coisas que eu vejo quando estou ensonada...)

  • Como não me deixou falar (mania que algumas pessoas têm em relação a mim…) não lhe pude dizer que não sei quem é o Zé…

  • Tenho pena mas desconfio que o Zé ficou em terra(pelo menos espero que se estivesse a distrair com a mulher...)