2009/06/10

Eu bem que queria ser má, mas...


Sim eu tento!
Digo sempre, para mim, que na próxima vez vingo-me…
Ela é uma pessoa má para comigo. “Extravasa” as relações profissionais e tenta também “destabilizar-me” na vida pessoal!
Eu sei que o faz por influência de outras pessoas, mas mesmo assim…
Obviamente que tenho sempre motivos de sobra para me vingar, profissionalmente, os seu “lapsos” abundam, mas nunca o faço! Lá vou corrigindo, ajudando (para isso sou a sua chefe) e lá vai andando!
Mas um destes dias a situação abalou-me!
Por razões que desconheço e que quero continuar a desconhecer porque em zangas de “amigos” eu não me meto, cheguei e encontrei-a “mergulhada” em lágrimas…
Ora aí estava o momento perfeito!
Era o momento ideal para eu ficar a “assistir de camarote”!
Se há pessoas que eu vejo chorar e até me irritam com as suas “lágrimas de crocodilo”, esta por acaso não, as suas lágrimas são mesmo sentidas…
Lá lhe perguntei então o que se passava e se era algo comigo, não fosse eu ter sido assim um bocadinho para o ríspido em alguma orientação que lhe dei.
Sim eu confesso que em situações de falta de paciência, por exemplo repetir “n” vezes a mesma coisa, ver "n" vezes o mesmo erro, fico ligeiramente irritada!
Até teria razões, muitas mesmo, para sentir indiferença por aquela situação. Se há coisa que eu detesto, abomino, odeio, é que ela (e outras pessoas, sejam elas quem forem, também o façam ) acredite piamente no que a “amiga” lhe diz que eu disse e blá, blá!
É que não se justifica mesmo, ou não fosse eu conhecida por dizer o que penso e nas “trombas” do visado, seja lá quem for!
Mas enfim…
Ora então lá estava ela e eu ali, de pé, ao seu lado! O seu choro compulsivo em vez de me deleitar estava era a ter o efeito contrário! Para me “livrar” da situação perguntei-lhe se havia alguma coisa que quisesse que eu fizesse e a sua resposta deixou-me “knockout”!
Ela – Sim preciso… Dê-me um abraço!
Ora bolas! Como podia eu resistir a este pedido?
Abracei-a!
Eu bem tento…
Eu bem digo a mim mesma que não, que não vou vacilar, que da próxima vez vai ser diferente, que me vou manter indiferente!
Mas esta “coisa” idiota que tenho algures no cérebro faz-me sempre “cair” no mesmo…
Claro que o facto de andar muito (mesmo muito) cansada também me deixa ligeiramente atrofiada das ideias!