2009/06/16

Conversa com Galinhas e Perus!

One Hundred Chickens and a Worm - Kevin Whitlark

Não, não estou a falar dessa espécie de galinhas e perus, é dos animais, das aves mesmo!
Pois é, aqui a Green Eyes ficou a tomar conta da “quintarola” sozinha!
Pronto, tá bem, não de tudo, dos animais e de dois ou três jardins.
Depois de uma aula, daquelas de formação intensiva, aqui com o Pai, lá o descansei dizendo-lhe que era fácil, que não se preocupasse!
E até que nem é difícil depois de perceber como “funcionam” os animais!

Primeiro dia: 7h30 da manhã (nem para ir para o trabalho eu me levanto a esta hora).
Estava um dia de calor que não se aguentava (tal como hoje) por isso resolvi ir de t-shirt, boxers e havaianas tratar dos animais, as galinhas, os perus, os coelhitos e a cadela, se bem que esta não dá trabalhinho nenhum apenas quer mimo!
A primeira indecisão foi – por onde começar? Hum… Acho que pelos perus, parecia-me o menos complicado. Era só abrir uma porta, a do dormitório, e levá-los para a cerca. Apenas tinha que os orientar num caminho de cerca de 30m, não é muito mas pareceu-me mais de 300m. Primeiro os “emproados” não saíam, olhavam-me de penas eriçadas, tipo pavão, mas não se mexiam! Lá consegui, depois de os “cutucar” com uma vara, que saíssem mas não havia forma de os fazer ir para a cerca. Em desespero de causa resmunguei qualquer coisa do género – “Vá lá façam-me o favor de andar!”. Levantaram as cabeças e emitiram um som qualquer como que a responder-me. Percebi que eles reagiam à minha voz. Comecei a despejar frases idiotas do tipo – “vamos amiguinhos sigam-me, venham vamos para o parque, e blá, blá”. Fiz figura parva mas eles lá entraram e eu suspirei de alívio!
Segunda etapa coelhitos. Estes não eram complicados, são uns amores e já estão habituados a mim. Várias vezes tenho de os pentear e cortar-lhes as “rastas”!
Etapa final as galinhas, eu odeio galinhas, são tão idiotas, lembram-me mesmo certos seres humanos, ou será o contrário?
Balde de paparoca na mão e vai de entrar no galinheiro! Pareciam histéricas, todas aos saltos e a cacarejar de forma contínua. Nem me deixaram deitar-lhes de comer! “Saltaram” às bicadas nas minhas pernas de forma completamente alucinada!
– Pára estúpida isso é um sinal, não é comida! Idiota não me comas a celulite toda, faz-me falta!
Ao fim de muitos gritos e bicadas ficaram a olhar para mim, de uma forma extremamente calma e desistiram.
Não consegui perceber muito bem, mas desconfio que não gostaram das minhas pernas, ou seria da roupa?
Hoje obviamente que já não fui com o mesmo “outfit”, levei umas calças!

Ah e não pensem que estou a ficar doida, é que conversar com galinhas, apesar de super estúpidas, e perus até foi mais fácil do que com certos seres humanos que por aí circulam!