2009/05/15

Porque tens 7 e não 27 anos?

E cá estava eu absorvida na análise de uns processos, de “nariz enfiado” no meio de papéis, Leis e outras que tais, quando ele me “incomodou”!

Bem, vamos contextualizar a “cena” para mais fácil percepção…

Eu quando não estou com alguém no gabinete, ou seja quando a minha tarefa é individual, gosto de trabalhar de porta aberta. Faço-o porque me sinto “mais livre” mas também porque assim, as pessoas, sabem que eu estou disponível, ainda que lhes faça uma cara de “agora não”, mas ainda assim elas podem sempre tentar!
Então, como eu ia dizendo, lá estava eu a trabalhar, nos referidos processos, quando oiço bater, ao de leve, na porta. Olhei e não vi ninguém. Hum, deve ser impressão minha. “Enfiei-me” de novo na tarefa e de novo o mesmo som. Isto repetiu-se por mais duas ou três vezes, até que eu perguntei quem era.
De repente vejo uma mãozinha a acenar-me vinda de trás da parede.
Era um miúdo, a mãe deveria estar com algum funcionário, que tinha resolvido vir para ali “meter-se” comigo.
Como estava (ainda estou) atarefadíssima, disse-lhe que não tinha tempo para brincar.
Aparece-me então uma carinha de sorriso aberto à porta e diz-me olá e volta a esconder-se.
Ai a minha vida! Agora não tenho tempo para estas “cenas”…
De olhar carrancudo disse ao miúdo que se ele não se fosse embora lhe fazia cara feia.
Responde-me ele entrando pelo gabinete adentro:

– Podes tentar fazer mas não consegues, tu és muito linda!

Obviamente que não resisti, levantei-me logo e fui ter com ele!
Que miúdo amoroso.
Como eu sou fácil de levar, basta um elogio…