2009/05/10

A Dor/Alegria das Minhas Lembranças…


Com os olhos, estranhamente, baços e ao mesmo tempo brilhantes das lágrimas disse-me – Eu só quero ser feliz!
Como me doeu nada poder fazer para que ele o conseguisse!
De nada lhe valeram os meus conselhos, o meu exemplo!
De nada valeu eu lhe dizer que também eu no amor (homem/mulher) nunca fui muito afortunada, mas que “aprendi” a viver com isso!
As suas lágrimas correram livremente pela face.
Não éramos os “maiores amigos”!
Éramos simplesmente amigos!
Ele não quis continuar a viver assim…
Fez a escolha dele!
Na minha perspectiva uma má escolha!
Demorei algum tempo a aceitar essa escolha!
Foi há cerca de um ano que decidiu que não valia a pena continuar a viver assim!
Nada disse, simplesmente partiu…
Hoje apeteceu-me escrever sobre isso porque agora sei que nada poderia fazer!
Foi a sua escolha e quando escolhemos nada nem ninguém o pode mudar!
Por mais palavras, gestos que façamos as decisões estão tomadas!
Se eu sabia? Não, apenas, naquela intuição que nos invade por vezes, o desconfiei.
Lembrei-me dele, lembro-me muitas vezes, com saudade, com lágrimas mas com sorrisos também. Sorrisos pelos momentos que partilhamos.
Pela, insistente, vontade dele em teimar que eu iria ser feliz!
Já raramente sinto raiva do que ele me fez…
Privou-me da sua companhia!

E numa coincidência daquelas a que chamamos “terrível” pouco tempo depois a C. fez a mesma coisa… Desistiu de viver…

A raiva que senti de nada poder fazer misturou-se com a dor de os perder!


Já não me sinto triste!
Tive a oportunidade de lhes dizer que gostava deles.
Tenho por hábito dizer às pessoas que gosto delas.
Se elas me correspondem? Se isso lhes interessa?
Não sei...
Sou assim…